O símbolo

Para que uma árvore vá da semente à frutificação há um tempo; é preciso solo fértil e muita força para o crescimento. Não é diferente com a atemóia. Nativa da América – mais especificamente das regiões tropicais do Peru, Equador e Colômbia – seu fruto é híbrido, uma junção entre a cherimoia (Annona cherimola, Mill) e a fruta-pinha (Annona squamosa, L.).

Uma vez em tempo de frutos, sua árvore nutre os andarilhos e ainda fornece sombra para que possam abrigar-se. Como toda árvore, dá de si sem nada esperar em troca; é a esperança de quem nada tem de material para oferecer, mas precisa saciar a fome e encontrar um abrigo.   

O Puebla se apresenta como um fruto híbrido, que aproxima o Espiritismo da Teologia da Libertação, ambos originados da mesma semente, que é o Evangelho. As duas espécies levaram o tempo necessário para surgir e crescer individualmente, mas possuem semelhanças.

 

O Evangelho bem compreendido compartilha, através da Teologia da Libertação e do Espiritismo a força, a esperança e vontade para alcançarmos dias melhores. E, a partir desse contato, dessa troca de saberes, obteremos uma maior eficiência na partilha dos fundamentos que compõem uma educação emancipadora, quanto das táticas para alcançarmos uma promoção social do povo, indispensáveis como exercício de amor ao próximo. Esse amor não deve ser visto como falsa caridade, mas como uma postura obrigatória – e verdadeira! – de todos os lutam por seguir os passos do Nazareno.

De origem rica em razão e sentimento, o Puebla se propõe a alimentar aqueles que chegam em busca de ideais renovados de espiritualidade.

Ideais, esses, que contribuam para a construção de uma vida que promova o aprimoramento dos seres, enquanto espíritos imortais, mas sem desconsiderar o seu papel social na realidade da vida presente, na luta por um mundo mais justo, pacífico e fraterno.

E, assim, como olha-se a atemóia e é possível enxergar o plural de gomos à formarem, o Puebla nasce, também, do desejo de não ser apenas um, mas tornar-se coletivo, buscando o povo – e, em especial aqueles que vivenciam experiências de vulnerabilidade social.

Este é o Puebla.

© 2020 por Puebla